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Salão Oferece Corte de Cabelo na Casa de Nazaré

Antes da quarentena, cabeleireiros decidiram ação social de corte de cabelos na Casa de Nazaré. Foi um dia muito especial.



Por Irmã Izabel Maia Galvão – presidente da Associação
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Extensão da Casa de Nazaré

arquivo próprio /2020

Irmãs Izabel e Valdere recebendo o terreno doado para ampliação do trabalho social da Casa de Nazaré.

arquivo próprio /2020
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Por: Irmã Izabel Maia Galvão (presidente da Associação Casa de Nazaré)

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DIA DE FINADOS LEMBRAR DOS QUE AMAMOS E NÃO ESTÃO MAIS AQUI

DIA DE FINADOS

Maria Conceição de Lacerda*

2 de novembro, dia dos fiéis defuntos. Para a Igreja católica não se trata de um feriado qualquer, mas de uma oportunidade de rezarmos pelos entes queridos que buscam a plenitude da vida diante da face de Deus. Desde os primeiros séculos, os cristãos já visitavam os túmulos dos mártires para rezar por eles e por todos aqueles que um dia fizeram parte da comunidade primitiva. No século XIII, o dia dos fiéis defuntos passou a ser celebrado em 2 de novembro, já que no dia 1 de novembro era comemorada a solenidade de todos os santos.

A Igreja sempre celebra aquilo que provém de uma tradição, daquilo que é fruto de uma experiência de fé no seio da comunidade cristã. O professor de teologia da vida consagrada no Instituto Regional para a Formação Presbiteral do Regional Norte 2, Frei Ribamar Gomes de Souza, explicou que Santo Isidoro de Sevilha chegou a apontar que o fato de oferecer sufrágios e orações pelos mortos é um costume tão antigo na Igreja que pode ter sido ensinado pelos apóstolos. O Frei salienta ainda qual o significado do dia de finados, que para o Catolicismo é uma data tão importante. “A comemoração de todos os fiéis falecidos evidencia a única Igreja de Cristo como: peregrina, purgativa e triunfante que celebra o mistério pascal” (SOUZA, 2011).

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A esperança que deve brotar no coração dos cristãos, os quais são convidados a não parar na morte, mas enxerga-la na perspectiva da ressurreição de Cristo. Às vezes olhamos a nossa vida numa perspectiva de uma tumba que será fechada com a terra e com uma pedra em cima, mas para nós cristãos, Cristo está diante dessa pedra ele que é a Ressurreição e a vida. Ele olha através da pedra e ver a cada um de nós.

PESSOAS QUE AMAMOS

Manoel Pereira de Lacerda (Pai)

Pai

Morreu no dia 02 de agosto de 1977 (vítima de malaria e hepatite)

Rosa Alves Lacerda (Mãe)

Morreu dia 02 de julho de 2010 (vítima de pneumonia)

Violette Marie Donatta Cyr (Irmã Marista)

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Morreu dia 05 de outubro de 1991  (vítima  de acidente)

LEMBRAR

Segundo o dicionário da língua portuguesa lembrar é um verbo transitivo direto e bitransitivo trazer à memória; recordar. “conversavam os dois lembrando os tempos passados” – E transitivo direto e pronominal guardar ou ter na lembrança; recordar(-se). “lembravam(-se) [d]a figura da mãe com saudade”

A memória (do latim memorĭa) é a faculdade psíquica através da qual se consegue reter e (re) lembrar o passado. A palavra também permite referir-se à lembrança/recordação que se tem de algo que já tenha ocorrido, e à exposição de factos, dados ou motivos que dizem respeito a um determinado assunto.

Por outro lado, a memória é uma dissertação escrita podendo ser do foro científico, literário ou histórico. Também é sinónimo de memorando, isto é, um impresso usado comercialmente para pequenas correspondências, ou ainda um simples apontamento destinado a lembrar algo. (Um compromisso, uma pessoa amada, etc.).

No dia de finados lembramos mais que outros dias, das pessoas que morrerem, principalmente daquelas que nos pertenceram, que fizeram história conosco. Que nos amaram e e que continuamos a amá-las, mesmo que faleceram a 40 anos.

  • Antropóloga e Historiadora.
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Mística e Espiritualidade Sem categoria

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA E DIA DA VIDA RELIGIOSA CONSAGRADA

No terceiro domingo de agosto, na Solenidade da Assunção de Maria a Igreja no Brasil celebra o Dia Nacional da Vida Religiosa Consagrada. Considerando este evento escrevo esta mensagem de saudação a todas as religiosas e todos os religiosos do país e eu mesma comemoro o fato de pertencer a este grupo numeroso e profético, espalhado por todos os estados e quase todos os municípios, em vários nos assentamentos e acampamentos do MST, em muitas aldeias indígenas e em algumas comunidades quilombolas, e, principalmente nas periferias das grandes cidades.

Começo compartilhando a palavra que é ouvida hoje em todas as comunidades católicas.

1WOMAN-WITH-CHILD APARECEU NO CÉU UM GRANDE SINAL.

Leitura do Livro do Apocalipse de São João 11,19a; 12,1-6a.10ab

Abriu-se o Templo de Deus que está no céu e apareceu no Templo a arca da Aliança. Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava em dores de parto, atormentada para dar à luz. Então apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O Dragão parou diante da Mulher que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse. E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo”.

Ester_Biblia Salmo – Sl 44(45),10b c. 11.12ab.16 (R. 10b) – À VOSSA DIREITA SE ENCONTRA A RAINHA, COM VESTE ESPLENDENTE DE OURO DE OFIR.

10b As filhas de reis vêm ao vosso encontro, e à vossa direita se encontra a rainha com veste esplendente de ouro de Ofir.

11.Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: “Esquecei vosso povo e a casa paterna!

12aQue o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

16 Entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real”.

ressurreição ENTREGARÁ A REALEZA A DEUS-PAI, PARA QUE DEUS SEJA TUDO EM TODOS.

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15,20-26.28

Irmãos: Na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. E, quando todas as coisas estiverem submetidas a ele, então o próprio Filho se submeterá àquele que lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos.

visitacao_nossa_senhora_maria_isabel COMO POSSO MERECER QUE A MÃE DO MEU SENHOR VENHA VISITAR-ME?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,39-56

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu”.

maria no magnificat Maria cantou:

“A minha alma engrandece o Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, pois, ele viu a pequenez de sua serva, eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita. O Poderoso fez por mim maravilhas e Santo é o seu nome! Seu amor, de geração em geração, chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu braço, dispersou os orgulhosos. Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos despediu, sem nada, os ricos. Acolheu Israel, seu servidor, fel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre”. Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

HOMILIA DO SANTO PADRE FRANCISCO

Praça da Liberdade, Castel Gandolfo Queridos irmãos e irmãs!

No final da Constituição sobre a Igreja, o Concílio Vaticano II deixou-nos uma meditação belíssima sobre Maria Santíssima. Destaco apenas as expressões que se referem ao mistério que celebramos hoje. A primeira é esta: «A Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha de culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao Céu em corpo e alma e exaltada por Deus como Rainha» (Cost. dogm. Lumen gentium, 59). Em seguida, perto do final do documento, encontramos esta expressão: «A Mãe de Jesus, assim como, glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que há de se consumar no século futuro, assim também na terra brilha como sinal de esperança segura e de consolação, para o Povo de Deus ainda peregrinante, até que chegue o dia do Senhor» (ibid., 68). À luz deste belíssimo ícone de Nossa Mãe, podemos considerar a mensagem contida nas Leituras bíblicas que acabamos de ouvir. Podemos nos concentrar em três palavras-chave: luta, ressurreição e esperança.

A passagem do livro do Apocalipse apresenta a visão da luta entre a mulher e o dragão. A figura da mulher, que representa a Igreja, é por um lado gloriosa, triunfante, e por outro ainda se encontra em dificuldade. De fato, assim é a Igreja: se no Céu já está associada com a glória de seu Senhor, na história enfrenta constantemente as provações e desafios que supõe o conflito entre Deus e o maligno, o inimigo de todos os tempos. E, nesta luta que os discípulos de devem enfrentar – todos nós, todos os discípulos de Jesus devemos enfrentar esta luta -, Maria não os deixa sozinhos; a Mãe de Cristo e da Igreja está sempre conosco. Sempre caminha conosco, está conosco. Maria também, em certo sentido, compartilha esta dupla condição. Ela, é claro, entrou definitivamente na glória do Céu. Mas isso não significa que Ela esteja longe, que esteja separada de nós; na verdade, Maria nos acompanha, luta conosco, sustenta os cristãos no combate contra as forças do mal. A oração com Maria, especialmente o Terço – atenção: o Terço! Rezais o Terço todos os dias? Mas, não sei não… [os fiéis gritam: sim!] Sério? Bem, a oração com Maria, especialmente o Terço, também tem essa dimensão “agonística”, ou seja, de luta, uma oração que dá apoio na luta contra o maligno e seus aliados. O Terço também nos sustenta nesta batalha.

A segunda leitura fala da ressurreição. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Coríntios, insiste no fato de que ser cristão significa acreditar que Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos. Toda a nossa fé se baseia nesta verdade fundamental, que não é uma ideia, mas um evento. E o mistério da Assunção de Maria em corpo e alma também está inteiramente inscrito na Ressurreição de Cristo. A humanidade da Mãe foi “atraída” pelo Filho na sua passagem através da morte. Jesus entrou de uma vez por todas na vida eterna com toda a sua humanidade, a qual ele recebera de Maria. Assim, Ela, a Mãe, que o seguira fielmente durante toda a sua vida, tinha-O seguido com o coração, entrou com Ele na vida eterna, que também chamamos de Céu, Paraiso, Casa do Pai.

Maria também conheceu o martírio da Cruz: o martírio do seu coração, o martírio da alma. Ela sofreu tanto, no seu coração, enquanto que Jesus sofria na Cruz. Ela viveu a Paixão do Filho até o fundo de sua alma. Ela estava totalmente unida com Ele na morte, e por isso foi-Lhe dado o dom da ressurreição. Cristo como primícias dos Ressuscitados, e Maria como primícias dos redimidos, a primeira daqueles “que pertencem a Cristo”. Ela é nossa Mãe, mas também podemos dizer que é nossa representante, nossa irmã, nossa primeira irmã; Ela é a primeira entre os redimidos que chegou ao Céu.

O Evangelho nos sugere uma terceira palavra: esperança. A esperança é a virtude daqueles que, experimentando o conflito, a luta diária entre a vida e a morte, entre o bem e o mal, creem na Ressurreição de Cristo, na vitória do Amor. Escutamos o canto de Maria, o Magnificat: é o cântico da esperança, é o cântico do Povo de Deus no seu caminhar através da história. É o cântico de muitos santos e santas, alguns conhecidos, outros – muitíssimos – desconhecidos, mas bem conhecidos por Deus: mães, pais, catequistas, missionários, padres, freiras, jovens, e também crianças, avôs e avós; eles enfrentaram a luta da vida, levando no coração esperança dos pequenos e dos humildes. Maria diz: «A minha alma engrandece ao Senhor» – hoje a Igreja também canta a mesma coisa, e o canta em todas as partes do mundo. Este cântico é particularmente intenso, onde o Corpo de Cristo hoje está sofrendo a Paixão. Onde está a Cruz, para nós cristãos, há esperança, sempre. Se não há esperança, nós não somos cristãos. Por isso gosto de dizer: não deixeis que vos roubem a esperança. Que não vos roubeis a esperança, porque esta força é uma graça, um dom de Deus que nos leva para frente, olhando para o Céu. E Maria está sempre lá, próxima dessas comunidades, desses nossos irmãos, caminhando com eles, sofrendo com eles, e cantando com eles o Magnificat da esperança.

Queridos irmãos e irmãs, unamo-nos com todo o coração a este cântico de paciência e de vitória, de luta e de alegria, que une a Igreja triunfante com a Igreja que peregrina, ou seja, nós; que une a terra com o Céu, que une a nossa história com a eternidade, para a qual caminhamos. Assim seja.

A contribuição da Vida Religiosa consagrada na missão evangelizadora da Igreja é o nosso chamado a ser um sinal de esperança, pois a vocação brota do coração de Deus, germina na terra boa do povo fiel e na experiência do amor fraterno, sororal.

Logo no início, a mensagem informa: “ninguém pode ficar excluído da alegria do Evangelho. Por isso, Jesus, como no relato de Marcos, continua caminhando ao longo do mar da Galileia, passando pelas bancas de cobradores de impostos e subindo ao monte, para chamar os que ele quer, para estarem com ele, e enviá-los em missão. Cada discípulo (a) missionário (a) é chamado (a) por seu nome, com sua história, seus relacionamentos e compromissos, para que a alegria do Evangelho renasça sem cessar e configure um novo horizonte de esperança”.

Para Irmã Maria Inês: “toda vocação supõe um caminho ou itinerário de saída de si para centrar a própria existência em Cristo e no Evangelho”, pois “optar por um serviço concreto ao próximo significa olhar nos olhos, estender a mão e avançar com pés de peregrino (a) em direção às periferias existenciais e às novas fronteiras onde a vida mais clama”. Ela ainda lembra que “a Vida Religiosa Consagrada acredita, profundamente, no chamado do Senhor. Com fé e esperança, ela convida todos (as) a assumirem as palavras-chave: ‘falar, orar e convidar’, porque a ‘messe é grande e os/as operários (as) são poucos (as)’ (Lc 10, 2)”. (LMI)

Fonte: http://www.gaudiumpress.org/content/81430-Mensagem-pelo-Dia-da-Vida-Religiosa-Consagrada-e-divulgada-pela-CRB-Nacional Acesso em: 20 de Ago. 2017

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SER RELIGIOSA CONSAGRADA É:

Entregar-se por inteira a Deus em uma congregação;

Olhar para o passado com gratidão;

Entrar em uma rica história carismática;

Tomar consciência de como foi vivido o carisma ao longo da história, eu devo viver.

Viver o presente com paixão;

Viver numa escuta atenta daquilo que o Espírito diz;

Abraçar o futuro com esperança;

Crer que “para Deus, ‘nada é impossível’” (cf. Lc 1, 37).

Onde estiver ser sinal de alegria e de esperança;

Continuar a missão de profetas;

Criar outros espaços onde se viva a “lógica evangélica do dom, da sororedade, da fraternidade, do acolhimento, da diversidade, do amor recíproco;

Viver a espiritualidade de comunhão;

Estar nas periferias existenciais sendo comunhão vida nova e denuncia;

Ser um autêntico kairòs, um tempo de Deus rico de graças e de transformação.